Santos influencia resultado da DP World

Companhia de Dubai atribuiu aumento da receita nas Américas à consolidação da DP World Santos. No final de 2017, grupo adquiriu totalidade do capital do terminal portuário do litoral paulista, que se chamava Embraport.

Isaura Daniel
isaura.daniel@anba.com.br

São Paulo – As operações da DP World no Brasil influenciaram os resultados da companhia no primeiro semestre do ano, segundo dados divulgados pela empresa na quinta-feira (17). A operadora portuária de Dubai é dona da DP World Santos, um dos maiores terminais portuários privados do Brasil, no Porto de Santos, no litoral paulista.

A companhia atribuiu parte da diminuição do lucro à consolidação da DP World Santos e à desconsolidação do terminal Doraleh, no Djibuti. O aumento das receitas na Austrália e Américas – a empresa divulga os resultados das duas regiões juntas – também foi creditado à consolidação da DP World Santos, entre outros fatores.

A DP World Santos se chamava Empresa Brasileira de Terminais Portuários (Embraport) e mudou de nome no final do ano passado após a companhia de Dubai passar a deter 100% do capital do terminal. Antes, a empresa árabe tinha um pouco mais de 30% de participação no negócio, mas comprou o restante da Odebrecht TransPort. O terminal foi inaugurado em 2013 e tem capacidade anual para 1,2 milhão de TEUs (contêineres de 20 pés).

A receita da DP World como um todo alcançou US$ 2,6 bilhões no primeiro semestre deste ano e avançou 14,4% sobre o mesmo período de 2017. Na região da Austrália e Américas a companhia registrou receitas de US$ 431 milhões nos primeiros seis meses do ano, com crescimento de 18,7% sobre iguais meses do ano passado. O lucro da DP World recuou 8% no mesmo período e ficou em US$ 629 milhões, segundo relatório da empresa.

Na Austrália e Américas, a DP World movimentou no primeiro semestre 1,99 milhão de TEUs, com aumento de 18,2% sobre o volume de igual período de 2017. Além da consolidação de Santos, a companhia informa que influenciou o crescimento de receita na região a aquisição da Cosmos Agência Marítima, no Peru.

Segundo dados da DP World, o crescimento da receita foi apoiado pelo avanço dos volumes movimentados em todas as regiões em que a companhia atua e por aquisições feitas. Entre outros negócios, o grupo comprou no período duas empresas nos Emirados Árabes Unidos, a Drydocks World LCC e a Dubai Maritime City (DCM).

No primeiro semestre deste ano, a DP World investiu US$ 439 milhões e mantém a sua previsão de investimentos em US$ 1,4 bilhão para o ano. Eles devem ser realizados nos Emirados, Equador, Somalilândia e Reino Unido.

“Nosso balanço continua forte e continuamos a gerar altos níveis de fluxo de caixa, o que nos dá a capacidade de investir no crescimento futuro de nossa carteira atual e flexibilidade de fazer novos investimentos”, afirmou o presidente do grupo, Sultan Ahmed Bin Sulayem.

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