A saída de investidores estrangeiros da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros deve seguir nos próximos meses, mas não chegará a valorizar o dólar.
Autor: Isaura Daniel
A auto-suficiência brasileira em petróleo e o trabalho do governo para segurar a inflação devem fazer com que o mercado brasileiro não sofra grandes reflexos do aumento dos preços da commodity.
O objetivo do novo chanceler, Antonio Patriota, é diversificar parcerias mundo afora. Uma das regiões escolhidas é o mundo islâmico, do qual fazem parte os países árabes.
O governo está levando aos estados o programa Agricultura de Baixo Carbono, que disponibiliza recursos aos produtores para implementar ações de redução de emissão de gases.
Assim como no Brasil, também no mundo árabe o fantasma da inflação tenta desestabilizar a economia dos países. No Egito, o Índice de Preços ao Consumidor subiu 1,02% em janeiro.
A Petrobras não importou óleo bruto da região em janeiro. O mercado árabe, no entanto, foi fornecedor regular durante todo ano passado.
O agrônomo Paulo Suassuna foi ao Marrocos contar a experiência de produção de palma para ração em pequenas propriedades do Sergipe. Agora marroquinos devem vir ao Brasil conhecer o cultivo.
A commodity deve continuar com cotações elevadas nos próximos meses favorecendo a entrada de receitas no mundo árabe. No Brasil não é esperado repasse de preços para gasolina ou diesel.
Em um encontro na Paraíba, no mês de abril, representantes de países árabes e sul-americanos vão contar sobre suas tecnologias para melhor convivência com regiões áridas e semiáridas.
O minério de ferro está com os preços altos e eles devem continuar em crescimento nos próximo meses, trazendo mais receita para as exportações do Brasil ao mundo árabe.
Uma exposição em Porto Alegre, da gaúcha Giselle Padoin Custódio, traz elementos da joalheria, moda, arquitetura e decoração de Marrakech, cidade marroquina conhecida por suas edificações vermelhas.
O Brasil aumentou em 40% as suas exportações de castanha-de-caju e de castanha-do-Pará ao mundo árabe entre janeiro e novembro. O estado do Ceará foi o maior responsável pelas vendas.
A estilista Sakina M’sa saiu do seu país de origem, Ilhas Comores, para a França, nos anos 70. Estudou, trabalhou e ganhou notoriedade no mundo da moda. No ano passado, fez exposição no Brasil.
O valor exportado ao mundo árabe por empresas que trabalham com apoio da Apex, agência de fomento a exportações e investimentos do governo, representou 41% do vendido pelo país à região.

