A commodity deve continuar com cotações elevadas nos próximos meses favorecendo a entrada de receitas no mundo árabe. No Brasil não é esperado repasse de preços para gasolina ou diesel.
Autor: Isaura Daniel
Em um encontro na Paraíba, no mês de abril, representantes de países árabes e sul-americanos vão contar sobre suas tecnologias para melhor convivência com regiões áridas e semiáridas.
O minério de ferro está com os preços altos e eles devem continuar em crescimento nos próximo meses, trazendo mais receita para as exportações do Brasil ao mundo árabe.
Uma exposição em Porto Alegre, da gaúcha Giselle Padoin Custódio, traz elementos da joalheria, moda, arquitetura e decoração de Marrakech, cidade marroquina conhecida por suas edificações vermelhas.
O Brasil aumentou em 40% as suas exportações de castanha-de-caju e de castanha-do-Pará ao mundo árabe entre janeiro e novembro. O estado do Ceará foi o maior responsável pelas vendas.
A estilista Sakina M’sa saiu do seu país de origem, Ilhas Comores, para a França, nos anos 70. Estudou, trabalhou e ganhou notoriedade no mundo da moda. No ano passado, fez exposição no Brasil.
O valor exportado ao mundo árabe por empresas que trabalham com apoio da Apex, agência de fomento a exportações e investimentos do governo, representou 41% do vendido pelo país à região.
A alta de preços de commodities como açúcar, carnes e minérios influenciou no crescimento da receita das exportações do Brasil para o mercado árabe. Até novembro, o aumento foi de 33%.
O Brasil exportou 450 mil toneladas de arroz até novembro. Apesar da queda na produção, o valor é maior do que o previsto para a safra inteira, que termina em fevereiro do ano que vem.
A região foi a que mais aumentou as compras de carne bovina brasileira de janeiro a novembro deste ano, seguida do Norte da África, para onde as exportações avançaram 75% em receita.
O setor é importante para economia do país e gera dois milhões de empregos. Para expandir as vendas externas, o ministro do Artesanto, Anis Birrou, lidera delegação de negócios em São Paulo.
Paulo Gabriel Hilu da Rocha Pinto contou, em 200 páginas, a história dos árabes e da sua identidade no Rio. O livro ‘Árabes no Rio de Janeiro – uma identidade plural’ chega ao público este mês.
Na conta corrente, no automóvel, onde menos se espera. Empresas do Catar vêm fazendo aquisições mundo afora e já tem participações em marcas populares no Brasil, como o banco Santander e a Volkswagen.
No Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a poucos dias de deixar a presidência, diz que, se tivesse errado no governo, nunca mais um trabalhador poderia ser presidente do Brasil.

