São Paulo – Representantes da Zona Franca do Canal de Suez (SC Zone), no Egito, apresentaram na manhã desta segunda-feira (14) oportunidades para que empresas brasileiras se estabeleçam nas zonas industriais e portuárias ao longo do Canal de Suez, rota marítima de acesso à África, Oriente Médio e Europa. Os executivos da SC Zone iniciaram uma agenda de encontros no Brasil em uma reunião com o vice-presidente de Relações Internacionais e secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Mohamad Orra Mourad, na sede da instituição, em São Paulo.
A delegação da SC Zone era formada pelo vice-chairman da região Norte, Mohamed Ibrahim Hassan, pelo diretor geral de Economia Verde, Mohamed Abo Eldahab, pelo encarregado de Negócios da Embaixada do Egito em Brasília, Omar Choukry, e pelo cônsul comercial do Egito em São Paulo, Islam Taha. Da Câmara Árabe, participaram da reunião com os egípcios a diretora de Relações Institucionais, Fernanda Baltazar, e o assessor de Relações Institucionais, Bassel Abou Latif, além de Mourad.
“Estamos aqui para promover a Suez Canal Economic Zone, uma vez que somos uma zona econômica especial, com muitas áreas logísticas e industriais, e estamos aqui para mostrar o que temos, quais são as oportunidades que temos nos setores portuários, logísticos e industriais”, afirmou Hassan à ANBA. “O Brasil tem muitas potencialidades no setor de grãos. Estamos em busca de promover centros de distribuição para produtos brasileiros para que possam chegar a toda a região, do Golfo à Europa e aos países africanos”.

Eldahab citou investimentos que estão sendo feitos na construção de terminais nas zonas industriais distribuídas no decorrer da SC Zone, alguns dos quais são dedicados exclusivamente à movimentação de grãos. A SC Zone tem seis portos e quatro zonas industriais dentro do seu perímetro, que abrigam diferentes setores industriais, entre eles alimentos, veículos, data centers e químicos.
Eldahab destacou a localização estratégica da SC Zone, a partir da qual é possível entregar um produto na Europa em menos de uma semana, enquanto a partir do Brasil um navio pode demorar um mês para alcançar os países banhados pelo Mar Mediterrâneo. Afirmou, também, que o Egito é um grande mercado consumidor de grãos, o que também oferece oportunidades às empresas brasileiras ali instaladas.
Mourad lembrou que o Egito mantém um acordo de livre-comércio com o Mercosul, bloco formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, e que as trocas comerciais entre o Brasil e o Egito estão crescendo de forma sustentada ano após ano.
O secretário-geral da Câmara Árabe afirmou que as empresas brasileiras investem no exterior em projetos de longo prazo, que demandam conhecimento e confiança nos mercados externos.
Mourad disse que uma missão comercial brasileira irá ao Egito em dezembro deste ano e recebeu o convite para que a delegação visite a SC Zone nesta viagem. Em sua passagem pelo Brasil, os executivos da SC realizarão reuniões em São Paulo e estarão, também no Paraná, onde se reunirão com a Federação das Indústrias do Estado do Paraná e visitarão o Porto de Paranaguá, um dos polos de exportação de grãos produzidos no Brasil.
No encontro na Câmara Árabe, Fernanda Baltazar apresentou dados referentes à relação bilateral entre Brasil e Egito, além das ações e projetos que são executados pela Câmara Árabe.
Leia mais:
Petróleo sobe com risco de oferta no Oriente Médio


