FMI aprova novo acordo com a Jordânia

Financiamento do tipo Extended Fund Facility prevê a liberação de US$ 723 milhões ao longo de três anos, sendo que 10% do total já está disponível.

Da Redação
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São Paulo – O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou nesta quarta-feira (24) que sua diretoria executiva aprovou um acordo na categoria Extended Fund Facility (EFF) com a Jordânia. O instrumento prevê a liberação de US$ 723 milhões ao país árabe ao longo de três anos. Com a decisão, o Fundo disponibiliza imediatamente uma parcela de US$ 72,3 milhões.

O EFF é um modelo de financiamento para nações sujeitas a problemas de balanço de pagamentos no médio prazo em função questões estruturais que não podem ser resolvidas rapidamente. No caso da Jordânia, o principal problema é o intenso fluxo de refugiados dos conflitos nos vizinhos Síria e Iraque, que gera impacto significativo na economia jordaniana e nas contas públicas. São quase 700 mil pessoas, ou cerca de 10% da população nativa, que precisam de serviços públicos.

Segundo o FMI, os recursos serão direcionados para o programa de reforma econômica e fiscal do país, que envolve a redução da dívida pública e a criação de condições para um crescimento econômico mais inclusivo.

Quando a negociação do acordo foi finalizada no nível técnico, em junho, o Fundo informou que este programa inclui as seguintes medidas: promoção de melhorias no mercado de trabalho, especialmente para jovens e mulheres, e no ambiente de negócios; garantia de estabilidade nos setores de energia e abastecimento de água; realização da reformas para manter a estabilidade do setor bancário e ampliar a inclusão financeira; e fortalecer a gestão e a transparência do setor público.

O EFF foi aprovado um ano depois que a Jordânia e o FMI concluíram um acordo do tipo Stand-By Arrangement (SBA) que resultou em desembolsos de US$ 2 bilhões ao longo de três anos, o que mostra a necessidade de financiamento externo do país. Ao passo que o SBA é utilizado em casos de problemas iminentes, o EFF é usado em programas de prazos mais longos.

Khalil Mazraawi/AFP 04/05/2016

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