No dois primeiros dias da Feira Internacional do Cairo foram realizados 50 contatos comerciais no estande brasileiro, organizado pela Câmara Árabe. A Abiec promoveu ontem um churrasco promocional na capital egípcia.
Oportunidades de Negócios
A NY Looks, sediada em Mogi Guaçu, interior de São Paulo, investiu US$ 778 mil na nova unidade, criada em parceria com a companhia egípcia International Projects & Investment. Com uma capacidade de produção de 70 mil unidades por dia, a planta produz gels e cremes para cabelos.
Além das empresa Tangará e Starrett do Brasil, farão parte do estande organizado pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira, entidades que representam o setor de carnes do país. A feira multissetorial, que começa no domingo, é uma das mais importantes do Norte da África.
Este foi o valor aplicado no ano passado por investidores da Arábia Saudita no mercado financeiro internacional. Para o superintendente da Associação Nacional de Instituições do Mercado Financeiro, Paulo Sampaio, que participou de missão ao país árabe no final de semana, é possível atrair capitais sauditas para papéis brasileiros no médio prazo.
O J.Macêdo, do Ceará, é o segundo maior moinho do Brasil e fábrica uma ampla linha de produtos alimentícios. O grupo tem também fábricas de transformadores elétricos e de tintas e faturou R$ 1,1 bilhão em 2005. Apesar do tamanho, só agora a empresa decidiu começar a exportar de forma contínua.
O embaixador do Brasil em Riad, Isnard Penha Brasil Júnior, fez uma avaliação positiva da missão que esteve no país árabe, no final de semana, para divulgar o mercado de capitais brasileiro. Outros setores também chamaram a atenção. O príncipe Waleed Bin Talal, um dos maiores empresários sauditas, disse estar interessado em áreas como agroindústria, petroquímica e bens de capital.
Os investimentos serão realizados até 2008 para melhorar o trânsito na cidade, que é marcado por congestionamentos. Entre as medidas estão a construção do metrô, que vai custar US$ 4,1 bilhões, obras viárias e a compra de ônibus novos, inclusive luxuosos.
Representantes do governo e do setor privado vão estar na Arábia Saudita neste final de semana para mostrar o funcionamento e o tamanho desse mercado. Eles vão se reunir com autoridades e empresários do país. Este ano a Bolsa de Valores de São Paulo já movimentou R$ 108,4 bilhões em negócios.
Assadeiras e formas fabricadas no Brasil estão ajudando os árabes a fazer seus pães e bolos. Um grupo de 10 indústrias de máquinas e equipamentos para padarias e confeitarias está vendendo os produtos para os Emirados e a Arábia Saudita. Elas formam o consórcio Brazilian Bakery Equipment, que já exporta para 22 países.
A fábrica, que fica no interior de São Paulo, exporta calçados infantis para a região há cinco anos. Os principais produtos embarcados são sandálias, tênis e sapatos fechados. Na lista de importadores estão Líbano, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.
A Dubai Studio City terá infra-estrutura para abrigar empresas de toda a cadeia produtiva do cinema e da televisão. Ela vai contar com estúdios, laboratórios, escritórios, entre outras instalações. A primeira fase está prevista para ser entregue no primeiro trimestre de 2007.
Um grupo de empresários brasileiros da construção civil vai viajar para Abu Dhabi e Dubai entre os dias 20 e 30 de abril para conhecer a tecnologia empregada pelo setor no país. Os Emirados são famosos pelas obras arrojadas, tais como as ilhas artificiais e os hotéis de luxo.
A Recco Lingerie, fábrica de roupas de dormir do Paraná, começou a exportar para o Líbano e os Emirados no ano passado. A empresa pretende levar seus produtos também para outros países da região. A Recco produz 80 mil peças ao mês e exporta para 10 países.
Administrada por descendentes de um imigrante libanês, a comercial exportadora Abdouni exporta anualmente de 30 a 40 contêineres de frutas para a Arábia Saudita, Kuwait, Catar, Líbano, Jordânia e Emirados Árabes Unidos. Ela foi fundada em 1951, com o nome de Abdouni Tecidos, para fabricar roupas de cama, mesa e banho. Em 1998 passou a intermediar também exportações de alimentos.

