Síria oferece oportunidades de comércio e investimentos

Presidente da entidade, Rubens Hannun, e assessor Tamer Mansour visitaram o país e se reuniram com autoridades e empresários para reforçar as relações comerciais com o Brasil.

Bruna Garcia Fonseca
bruna.garcia@anba.com.br

São Paulo – O presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Rubens Hannun, e o assessor da presidência da entidade, Tamer Mansour, visitaram a Síria de 15 a 17 de setembro como parte de uma missão à região do Levante, que incluiu também passagens pelo Líbano e pela Jordânia. Na ocasião, fizeram reuniões com autoridades e empresários locais para reforçar os laços com os países e identificar oportunidades de negócios. A agenda na Síria foi organizada pelo diretor da Câmara Árabe Sami Roumieh.

A primeira reunião na Síria foi com o diretor da agência de promoção de investimentos do país, Median Ali Diab. “Diab pediu que fizéssemos a tradução da lei de investimentos da Síria e que a publicássemos no site da Câmara Árabe em português, para atrair empresas brasileiras”, disse Mansour. O assessor informou que ainda não há data prevista para a publicação.

Em encontro com o ministro de Comércio Interior e Abastecimento, Abdullah Al Gharbi, Mansour contou que Gharbi propôs a assinatura de um acordo entre o ministério e a Câmara Árabe com a intenção de promover a aproximação e o comércio entre empresas brasileiras e sírias, dando ênfase aos setores de açúcar e carne bovina, pois há grande interesse na ampliação da exportação destes produtos do Brasil à Síria.

Os executivos também participaram também de uma reunião com o ministro do Petróleo e Recursos Minerais, Ali Soulaiman Ghanem. “O ministro destacou que o Brasil é um dos países amigos da Síria, que nunca fechou a embaixada no país, e esse aliás foi o tom de todos os ministros”, contou Mansour. O assessor informou que Ghanem disse que este é o momento de restabelecer e retomar a produção de petróleo na Síria como era antes da guerra, e reforçou que há inúmeras possibilidades pras empresas brasileiras entrarem nas licitações do país, especialmente na área de óleo de xisto, e também para empresas que prestam serviços e que têm know-how em diversas áreas. Ghanem propôs que o governo brasileiro assine um acordo de cooperação com a Síria nas áreas de treinamento, qualificação e pesquisa.

A Ministra do Trabalho e Assuntos Sociais, Rima Kadri, também recebeu os representantes da Câmara Árabe e elogiou a entidade – ela visitou a Câmara duas vezes, em 2004 e 2010. “Kadri pediu para promovermos um acordo de cooperação para intercâmbio de inteligência nas áreas trabalhista e social, uma vez que o Brasil é considerado um modelo nas leis trabalhistas e também nos programas sociais como o Minha Casa, Minha Vida”, concluiu Mansour.

Hannun e Mansour visitaram ainda a Feira Internacional de Damasco, que em sua 60ª edição recebeu 500 mil visitantes só em seu penúltimo dia, vindos de mais de 40 países. “A feira bateu todos os recordes de público, espaço ocupado, número de estandes, e isto mostra o interesse e a confiança que a Síria está cativando perante o mercado mundial”, disse Hannun (foto acima). A Feira é considerada “a janela da economia síria para o mundo”. A mostra voltou a ser realizada em 2017 após um hiato de cinco anos devido à guerra civil no país.

Mansour contou que foi possível sentir a magnitude do evento e que ocorreram diversos encontros de negócios. Cinco empresas brasileiras dos setores de cosméticos, como a Vitta Gold, e de produtos elétricos, como chuveiros da Lorenzetti, estavam presentes na feira, sendo duas com presença física e três com amostras. “As empresas de ambos os setores fecharam negócios durante a feira; inclusive a Vitta Gold, marca de cosméticos, tem uma representante local que vende muito no país”, informou o assessor.

Leia mais duas reportagens sobre a missão à Síria clicando aqui e aqui.

Divulgação

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